Bem Vindo ao Século XXI ! E como é bom vivermos numa era (e num país) que reconhece e confere-nos simples direitos básicos como, por exemplo, a liberdade de escolha. Poder optar por uma determinada orientação - religiosa, política, sexual, ou seja lá do que for - é uma preciosidade da qual normalmente nos lembramos só quando a perdemos. Um excelente reflexo dessa condição é a facilidade e a abertura com que podemos abordar, aqui e agora, certos temas, como, por exemplo, o atual. Deitemos então de lado todos os tabus fúteis, os falsos pudores e os preconceitos empertigados e (embora tendo sempre bem presente que liberdade acrescida acarreta, obrigatoriamente, responsabilidade acrescida) passemos a exercer um dos nossos tais direitos: Escolher ... o Vibrador / Massajador mais adequado para si ... Aliás, para ser mais correto, devíamos antes dizer: ... o mais adequado para si, para o(a) seu(ua) companheiro(a), e para a ocasião ! De facto, para cada ocasião diferente, e até mesmo para cada estado de espírito diferente, o critério de escolha deve exigir um diferente massajador, vibrador ou estimulador. E todo o cuidado e atenção é pouca, visto tratar-se de assunto tão íntimo e pessoal, tão delicadamente sensual, pois então. Atualmente a procura existente no mercado para este produto é enorme, e continua a crescer consideravelmente. Por isso a oferta também multiplica-se, com uma extensa gama de modelos com formatos, tamanhos, cores e materiais diferentes. Aqui no «de Corpo & Alma» existe uma tão vastíssima linha e seleção variada que, sabemos, facilmente poderá deixar o(a) cliente confuso(a), sem saber o que comprar, principalmente se não tiver alguma experiência na matéria. Tomar assim uma decisão acertada neste labirinto pode efetivamente ser uma experiência um tanto assustadora. Mas não desanime, e muito menos entre em pânico, porque, precisamente por sabermos isso, temos ao seu dispor uma equipa profissional que ajudará a encontrar sempre o artigo ideal que garanta a sua satisfação em pleno. A primeira regra importante a levar em conta é termos a certeza que o vibrador escolhido é de facto o mais indicado para a finalidade que efetivamente pretendemos. E lembre-se - o modelo ideal para uma determinada pessoa não significa necessariamente ser o mesmo para si. Nesta crónica vamos primeiro subordinar a conversa sobre os porquês de utilizar uma Vibrador/Massajador (VM). E aqui defrontamo-nos de imediato com a primeira grande barreira a transpor – muitos casais ainda temem introduzir um artigo destes na sua vida sexual. ELE porque considera: “ainda vão pensar que eu não ‘dou conta do recado’”... ou então: “ela vai começar a gostar mais daquilo do que de mim”. ELA porque acha: “ainda vão pensar que ´tenho algum problema’”... ou então: “é uma coisa tão fria e impessoal”. Estes receios são normais, mas nada poderia estar mais longe da realidade. A primeira posição importante a tomar chama-se “comunicação”. O casal deve perder a vergonha e falar entre si sobre o assunto. Explore o tema e aprendam um com o outro. O resultado poderá ser agradavelmente surpreendente. Para a maioria das mulheres, sexo é fundamentalmente relacional – não existe nenhum aparelho que a satisfaça mais ou melhor que a pessoa amada. Se uma mulher preferir um VM em vez do(a) companheiro(a), o problema quase de certeza não será sexual, mas antes de foro relacional. Outro receio frequente entre os casais é que o VM passará rapidamente a ser viciante e, por isso, decrescer a quantidade e qualidade da relação sexual. Isto também não é verdade. A introdução do VM na relação normalmente implica mais e melhor sexo. Quer para um, quer para o outro. Aliás, a utilização do VM poderá ser uma ajuda preciosa para o casal encontrar novas formas de elevar o prazer conjunto a níveis fabulosos. A maior parte das mulheres requer bastante mais tempo do que os homens para atingir um orgasmo. Todos nós sabemos isso. Mas a verdade é que frequentemente esta dessintonia quebra, e por vezes severamente, a qualidade da relação sexual. Ou porque ela está fatigada e/ou sem paciência e como sabe que dificilmente terá um orgasmo, tenta evitar ter sexo. Ou, pior ainda, ‘faz o frete’ só para ser ‘simpática’. Visto o VM possibilitar um orgasmo mais rápido e intenso (mas não necessariamente melhor), a sua utilização só pode beneficiar o casal. Frequentemente o VM nem é utilizado até ao fim – já nem sequer é preciso. Inovar, quebrar as rotinas, apimentando a relação é sempre uma excelente ideia. Por exemplo, mesmo depois de ele ter ejaculado, ela sabe que ‘o jogo’ ainda não acabou, pois o VM manuseado por ele ainda lhe vai proporcionar um ‘final feliz’ – para ambos. Ele ‘curtiu’ a brincadeira, e ela ficou ‘num sino’. Na próxima crónica vamos concentrar a conversa sobre como escolher um VM e como melhor utiliza-lo - nela e nele. Até lá, sempre agradecidos pela vossa companhia, desejamos-lhe uma vida intensa. E mais importante ainda - viva bem e seja feliz, Saudavelmente, de Corpo & Alma